segunda-feira, maio 17, 2004

Amazônia Jornal, 17 de maio de 2004, I Remada da Orla

Remada valoriza espaços que mostram orla do Pará

Belém e vários municípios do Estado têm o privilégio da beleza dos rios e da diversa flora amazônica. O Movimento Orla Livre defende a preservação de espaços que permitam que a população possa visualizar essa riqueza natural de seus entornos. Com este objetivo, foi promovido, ontem de manhã, a “I Remada da Orla”. Do passeio participaram canoas regionais, caiaques e guarnições de remo. A concentração aconteceu no porto da UFPA, na beira do rio Guamá, de onde o grupo seguiu até a praça do Ver-O-Rio, na baía do Guajará.

Alguns fotógrafos paraenses, como Dirceu Maués e Miguel Chikaoka, acompanharam o trajeto de um barco de apoio, de onde registraram a paisagem do percurso.

segunda-feira, abril 26, 2004

Permaneçam na causa

Ola caranguejos,

Um dia desses um sujeito maltrapilho se aproxima para pedir esmola. Começa explicando: "sou um velho comunista e preciso comer." Sob o incomodo da abordagem repentina refuto: "Voce já foi na livraria Jinkings? (era a unica referencia do martelo e da foice que ainda tinha na cabeça). Ele diz: "são capitalistas!". É verdade, penso eu, não há mais idealistas. Tiro algum trocado (nunca é muito). Ele agradece e pergunta se pode fazer alguma coisa em agradecimento. Não havia necessidade. O sujeito se afasta alguns passos. Eu chamo "Ei camarada! pode fazer sim: Permaneça na causa!". Foi embora sorrindo.

É isto aí amigos: O momento é de lançar sementes... Permaneçam na causa. Orla Livre!

Luis Lacerda

terça-feira, abril 13, 2004

Páscoa

Olá descansados caranguejos,

A Páscoa é tempo de ressurreição. Seja você cristão ou não é provável que tenha aproveitado o feriado para descansar na praia. Pausa para refletir e sentir a presença ancestral do mar ou rio na alma. Suponho que mordeu um pedaço de chocolate e ao observar o fluxo e refluxo da água entendeu porque lutamos: Orla Livre!

E aí vamos começar pegar pressão depois de toda esta preguiça?

Um abraço.

segunda-feira, abril 05, 2004

Arcebispo

Olá caranguejos,

No dia 31 de março reunimos com o Arcebispo de Belém D. Vicente Zico para apresentar o Orla Livre. A agradável conversa iniciou-se com o tema da campanha da faternidade da CNBB (água, fonte de vida) e a sua intersecção com a missão do movimento(libertar as bordas d'água de Belém para usufruto de todos).

Tratamos da dificuldade de acesso ao rio e à baía, a poluição ambiental sofrida e a dificuldade da população conquistar este espaço. Todavia, ficou patente que este sonho vale a pena sonhar juntos!

o Arcebispo divulgará o movimento na rádio e TV Nazaré, e, sempre que possível, trará o assunto à luz da consciência dos fiéis.

Luís,

"Andar com fé eu vou que a fé não costuma falhar!"
(Gilberto Gil)

sexta-feira, abril 02, 2004

O Liberal, 2 de abril de 2004, Réporter 70

Iate

O jurista Manoel Tocantins Lobato diz que se o terreno onde o Iate Clube tem suas benfeitorias não estiver sob regime enfitêutico não pode ser vendido. Está sob o domínio pleno da União e sua inalienabilidade só pode ser afastada mediante lei federal específica, autorizando. Feita a venda judicial e esgotadas as áreas da jurisdição e a correicional, cabe mandado de segurança, na interpretação da súmula 267 do STF. De outra ponta, diz o jurista, uma ação civil pública com a tutela antecipada.

terça-feira, março 30, 2004

Plebiscito

Olá Caranguejos,

A camara aprovou o plebiscito sobre a possível anexação dos 465m da Doca e da Marechal Hermes. Em primeiro lugar vamos dar uma surra de NÃO. Em segundo lugar que tal propor que o plebiscito vá além e vote pela retirada total do porto de Belém?
A posição atual do MOL é a seguinte: Inúmeros portos, antes próximos dos centros de grandes cidades, foram reduzidos ou retirados para longe. O crescimento urbano forçou a isto. O mesmo deverá acontecer aqui. A CDP tá esperneando e tentando protelar o xeque-mate. O bom jogador de xadrez deve desistir antes.

O porto de Roterdã na Holanda, também ficou muito tempo dissociado da cidade. Hoje a tendência é que retorne a um convívio pacífico e salutar. Uma alternativa para o porto de Belém é que minimize suas atividades e o seu entorno (bem arquitetado) sirva como uma área para a população apreciar com segurança a chegada de grandes navios. Com certeza, não é o que temos hoje. Além do mais o enorme galpão em frente a praça Waldemar Henrique impede a visão da baía. É uma afronta. A cidade já deu muito pra CDP e os seus "exportadores".

Outro problema do momento é do iate clube. O empresário que o comprou quer transformar num condomínio. Até aí tudo bem, mas as margens (são aprox. 33 metros em direção à terra) por lei deve ser protegido pelos órgãos competenetes sob o risco de termos mais uma área "privatizada" na orla.

Enfim, turma do mangue, este é o nosso primeiro contato. Notem que já tem muita gente de olho nas bordas dágua. Precisamos garantir o acesso de todos. Afie suas patas que a luta é longa!

Muito bom antenar com vocês.
Bye

domingo, março 28, 2004

O Diário do Pará, 28 de março de 2004, Mauro Bonna

Iate

Exatamente como este espaço adiantou, o empresário Rui Denardin (Grupo Mônaco) assume, nesta quarta, a posse da antiga sede do Iate, na Bernardo Sayão. Imediatamente promete convocar os ocupantes de boxes para tranqüilizá-los: mediante aluguel, todos os serviços permanecerão inalterados por 12 meses. O plano para o local é um condomínio residencial com marina.

domingo, março 21, 2004

O Liberal, 21 de março de 2004, Artigos da semana

Dois fatos em foco

Egydio Salles*

1 - Água é vida

A escassez de água doce no mundo será um dos mais graves problemas que a humanidade tera que enfrentar neste século XXI da era cristã e é preciso que todos os países sejam advertidos dessa situação.

Segundo se propala, atualmente cerca de um bilhão e duzentas mil pessoas, inclusive muitos nordestinos, não consomem água potável de qualidade. De outro lado, aumenta a poluição de nossos rios, igarapés e outros mananciais.

É necessário que se faça urgentemente e de maneira permanente uma campanha educativa para ensinar a população, a partir das escolas, a utilizar a água de maneira adequada e defender os recursos hídricos do país, com ênfase para o desperdício e a poluição da água.

Em nosso Estado, a lei nº 6.381, de 25 de julho de 2001, com 90 artigos, dispõe sobre a política estadual de recursos hídricos e institui o sistema de seu gerenciamento, mas ainda de escasso resultado.

A Campanha da Fraternidade, que anualmente a CNBB promove, este ano escolheu o tema “Fraternidade e Água. Água fonte da vida”, enfatizando que é preciso “conscientizar a sociedade de que a água é a fonte da vida, uma necessidade de todos os seres vivos e um direito da pessoa humana... para as gerações presentes e futuras” e que cabe a todos “defender a participação popular na elaboração de uma política hídrica, para que a água seja, de fato, do domínio público, e que seja gerenciada pelo Poder Público, com a participação da sociedade civil e da comunidade local”.

Portanto, “é preciso que o povo brasileiro tome consciência do problema, de sua amplitude e relevância, e procure preservar e utilizar o nosso enorme potencial hídrico antes que outros o façam, principalmente na região amazônica, onde a floresta ocupa uma área de 4,1 milhões de quilômetros quadrados, representa um terço da floresta tropical existente no Planeta e abriga um quinto da água doce de todo o mundo” (in “O Liberal” de 01.02.2004 - “A Água, alimento da vida”).

Os “lava a jato”, por exemplo, que proliferam pela cidade, devem ser fiscalizados e disciplinados pela fiscalização municipal; a Cosanpa, que leva água para as nossas casas, deve recuperar e substituir os tubos danificados para evitar vazamentos; as águas do Utinga e do Guamá, que abastecem Belém, devem ser preservadas da crescente poluição resultante da ocupação do entorno das respectivas áreas, sem esquecer daquela torneirinha que pinga o dia todo e não é consertada. São situações objetivas que devem ser enfrentadas, sem reuniões.

É bom lembrar que amanhã, transcorre o “Dia Mundial da Água”, que se espere não se passe em brancas nuvens, mas certamente com chuva.

Lembre-se: água é vida!

* Advogado

sexta-feira, março 19, 2004

O Liberal, 19 de março de 2004, Repórter 70

Marechal

É o fim da picada! Transformar a Marechal Hermes em pátio de contêineres é a maior agressão ao que resta do Reduto e a esta cidade que já assistiu mangueira ser trocada por pupunheira e a outras idéias também espinhosas nas ruas. O pior da história e que os belenenses estão assistindo a tudo calados e ainda aceitando a idéia de que avançar sobre a rua é solução para desafogar o porto. Ora, o porto de Belém praticamente só dá para receber barco de passageiro.

Iate

O Iate perdeu todos os prazos. É praticamente irreversível. O empresário Rui Denardin (Grupo Mônaco) que arrematou a área do clube é representado pelo escritório Paulo Meira. Nada será feito nos próximos 12 meses, para permitir uma desocupação lenta e tranqüila dos atuais inquilinos. Só mesmo vigilância.

quinta-feira, março 18, 2004

O Liberal, 18 de março de 2004, Repórter 70

Hoje, na Câmara Municipal, será realizada a audiência pública proposta pelo vereador César Meira para discutir a transformação da Marechal Hermes e parte da Doca de Souza Franco em pátio de contêineres da CDP.

Outro assunto que será tratado é a revitalização do bairro do Reduto, que já tem um projeto antigo assinado pelo arquiteto Aurélio Meira.