domingo, outubro 31, 2004

DIARIO DO PARA - 31 DE OUTUBRO - COLUNA MAURO BONNA

Marina

O Grupo Nakata, administrado por Maurício Nakata, dono de três embarcações de luxo, para fazer turismo entre Belém e Manaus, arrematou por 800 mil reais, na Justiça do Trabalho, os 40 mil m² na boca do Canal do Una. Área onde funcionou a madeireira Xylo do Brasil. Já iniciou a construção de muro de arrimo e uma completa marina.

sábado, outubro 16, 2004

Diário de Bordo - II Remada da Orla

A II Remada da Orla completou o "trajeto". A esquadra atingiu o ver-o-rio e o capitão-mor Stumano hasteou o estandarte do caranguejo em terras pretendidas. A orla é nossa bradaram os atléticos crustáceos e, ato contínuo, sorriram os etílicos vetustos da grande nau de apoio.
Ao longo da pequena cabotagem avistou-se ocupações, portos e embarcações abandonadas - um cemitério de barcos! Por outro lado, percebe-se grandes espaços sem uso, aningais sobreviventes e muros sem função. Enfim, grandes possibilidades de recuperação.
Esperamos que a remada repita-se a cada ano como uma espécie de celebração pelo reencontro com o rio e a baia.

quarta-feira, outubro 13, 2004

Diário do Pará, 13 de outubro de 2004, Voz do Leitor

Nordeste total

Recentemente, com um grupo de pessoas amigas, participamos de uma excursão pelo Nordeste brasileiro. Região tão bonita e carente como a nossa. A viagem foi de ônibus e tivemos a oportunidade de conhecer seu relevo e sua vegetação, suas principais cidades e capitais, seus costumes e um pouco de sua rica história.

Além da beleza natural da região e da simpatia de seu povo, chamou também a nossa atenção o grau de seriedade e competência que tiveram os administradores públicos com a orla de suas capitais. Todas, sem exceção, abertas à visitação pública, livres e desimpedidas de quaisquer obstáculos.

Lá, belas avenidas, calçadões arborizados para passeios e caminhadas, hotéis, restaurantes, bares e feiras-livres, legiões de turistas e moradores dão a esses locais privilegiados um clima de permanente festival. Um agradável ponto de reunião que a cidade oferece à sua população para lazer e contemplação. A bonita Teresina, capital do Piauí, tão quente quanto a nossa, usa a mangueira e a experiência que certamente colheu daqui, para arborizar e sombrear suas praças e avenidas. Logo será reconhecida como a capital das mangueiras.

Aqui, a incompetência e negligência impediram que a cidade tivesse sua avenida beira-rio. Permitidas invasões e ocupações desordenadas apossaram-se de sua orla. Ultimamente, administrações estaduais e municipais procuram reverter essa situação. Abrem, com muita dificuldade, pequenas janelas para o rio. Sem apoio das autoridades constituídas. Como o Ministério Público e Justiça.

Como turistas que fomos, lógico, visitamos somente a banda boa dessas cidades. Lamentavelmente, ao comparar essa banda boa visitada, com a banda boa de nossa querida Belém, chegaremos a uma triste conclusão: nossa cidade necessita de um bom banho de cheiro e de beleza. Desses que só nós sabemos fazer. Precisamos criar espaços urbanos novos, transformar suas mal abertas janelas para o rio em belas avenidas e também reconhecer a importância da arborização para a qualidade de vida de seus moradores.

Este momento é de reflexão. Logo mais escolheremos novos administradores. Teremos que ter sabedoria para escolher o candidato certo.

Climério Lisboa de Mendonça
Av. Governador José Malcher, 1913/802
Belém

quarta-feira, outubro 06, 2004

Diário do Pará, 6 de outubro de 2004, Repórter Diário

Orla livre

Uma comitiva do governo federal desembarca sexta-feira, em Belém, para expor aos técnicos da Prefeitura, o Projeto Orla, que pretende desobstruir as áreas ocupadas nas margens do rio. De âmbito nacional, o projeto pretende devolver às populações de cidades cercadas por águas o cenário que a ocupação desordenada roubou.

Áreas críticas

Em Belém, a área da Estrada Nova e da Pedro Álvares Cabral são as mais críticas. A propósito, em recente fiscalização, o Serviço de Patrimônio da União em Icoaraci, autuou uma empresa de construção e conserto de barcos que ocupa a orla em frente ao chalé Tavares Cardoso. Neuton Miranda, que dirige o SPU no Pará, garante que, antes de dezembro, o local estará livre.

Diário do Pará - 06 de Outubro de 2004 - Repórter Diário

Orla livre

Uma comitiva do governo federal desembarca sexta-feira, em Belém, para expor aos técnicos da Prefeitura, o Projeto Orla, que pretende desobstruir as áreas ocupadas nas margens do rio. De âmbito nacional, o projeto pretende devolver às populações de cidades cercadas por águas o cenário que a ocupação desordenada roubou.

Áreas críticas

Em Belém, a área da Estrada Nova e da Pedro Álvares Cabral são as mais críticas. A propósito, em recente fiscalização, o Serviço de Patrimônio da União em Icoaraci, autuou uma empresa de construção e conserto de barcos que ocupa a orla em frente ao chalé Tavares Cardoso. Neuton Miranda, que dirige o SPU no Pará, garante que, antes de dezembro, o local estará livre....

domingo, agosto 08, 2004

Diário do Pará, 8 de agosto de 2004, Cidades

Seurb busca mais janelas para o rio

Prefeitura vai remover e indenizar quem bloqueou ruas que dão para a baía

Eduardo Mendes

Fiscais do Patrimônio Público da União e da Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) voltaram ontem a fazer as visitas técnicas em ruas que terminam na baía de Guajará e que estão bloqueadas por prédios residenciais, sedes de empresas e pequenos comércios. Ao todo, são 15 ruas entre a Universidade Federal do Pará, no Guamá, e a Fundação Curro Velho, no Telégrafo, que serão desbloqueadas. Na primeira visita, no início da semana passada, foram vistoriadas nove ruas do Telégrafo e outras seis, ontem, na avenida Arthur Bernardes.

A ação faz parte do Programa de Regularização Fundiária para Belém que, segundo o secretário do Patrimônio Público da União, Newton Miranda, pretende dar uma ordem definitiva a algumas situações geográficas da cidade, entre elas a maior visibilidade do rio Guamá através de abertura de janelas para o rio. O fiscal da Seurb, Alessandro Pompeu, informou que após as vistorias nas 15 ruas serão enviadas 13 notificações para que as pessoas citadas apresentem documentação e explicações a respeito das posses. Dois casos já estão praticamente resolvidos: na Rua Soares Carneiro, cuja área está desobstruída, e na rua Manoel Evaristo, fechada por um porto abandonado, cujo dono não apareceu.

Segundo Alessandro Pompeu, há um caso pendente na rua Carneiro da Rocha, no Mangal das Garças, onde um desvio provoca o bloqueio. Será observado se o bloqueio foi provocado pelo projeto viário ou se pelo próprio projeto do Mangal das Garças. Com o fim das vistorias, a Seurb fará um relatório sobre as visitas técnicas, com o histórico da situação e sugestões de providências. O documento será enviado aos secretários Newton Miranda, do Patrimônio Público, e Erickson Alexandre Barbosa, da Seurb, que decidirão sobre as ações que serão tomadas.

Indenizações

Ontem o fiscal da Seurb não soube definir os valores das indenizações a serem pagas aos que têm posse dos terrenos de interesse da prefeitura e da União, explicando que cada caso será tratado individualmente nas negociações com a prefeitura. Alguns prédios deverão permanecer no local por causa das altas indenizações que deverão provocar, caso do Hotel Valéry, no final da rua José Pio, no Telégrafo, segundo Pompeu.

sábado, agosto 07, 2004

Diário do Pará, 7 de agosto de 2004, Cidades

Belém poderá ganhar mais janelas

Área entre a UFPA e o Curro Velho está sendo vistoriada para regularizar orla da cidade

Eduardo Mendes

Mais uma vez, autoridades ligadas à Secretaria de Patrimônio da União (SPU), agora em parceria com a prefeitura de Belém, tentam desenvolver um trabalho para recuperar a orla da capital paraense. O Programa de Regularização Fundiária para Belém, anunciado e posto em ação ontem pelo titular da SPU, Neuton Miranda, de início objetiva vistoriar 15 ruas que terminam na Baía do Guajará e que estão bloqueadas por pequenos comércios, grandes empresas ou simples residências. O projeto é ambicioso e nesta primeira etapa pretende atacar a região entre a Universidade Federal do Pará, no Guamá, e a Fundação Curro Velho, no Telégrafo. “É um sonho da cidade. Hoje nem mesmo a maior festa na Baía do Guajará, o Círio Fluvial, consegue ser vista pela população, que não tem abertura para assisti-la”, lembra Miranda. Ontem, Alessandro Pompeu, chefe da Divisão de Fiscalização da Seurb, e Paulo Murta, chefe da Divisão de Engenharia e Cadastramento da SPU, fizeram as primeiras visitas estratégicas começando pelo Umarizal, onde duas ruas que se prolongam para a baía foram vistoriadas, a José Pio e a Manoel Evaristo. Da rua Professor Nelson Ribeiro (a última antes da Baía do Guajará) até a orla, essas duas vias estão obstruídas por um prédio comercial, um terreno baldio cercado e galpões fechados. Depois do processo de vistoria, os proprietários dessas áreas e imóveis serão chamados pela Seurb para apresentarem documentação e prestarem as informações necessárias. Eles poderão ou não ser indenizados já que, segundo o fiscal do Patrimônio da União, Paulo Murta, cada caso será um caso durante as negociações com a PMB.

Próxima fase vai atingir cinco bairros

As vistorias objetivam principalmente identificar os pontos de obstrução e os seus ocupantes, verificar a real situação de cada imóvel e seus ocupantes junto ao Patrimônio da União e, em seguida, aplicar medidas cabíveis para cada caso. A Seurb quer saber que tipo de documentação existe e se as pessoas envolvidas são apenas ocupantes ou se estão no sistema de aforamento, ou seja, possuem ou não alguma escritura de domínio útil. Portanto, quem ocupa áreas de ruas que desembocam para a orla terá mesmo que sair de lá, segundo Neuton Miranda. Contudo, numa segunda etapa, o projeto vai alcançar os bairros do Jurunas, Terra Firme, Guamá, Condor e Cremação, entre outros, cujas populações envolvidas em terras da marinha ou acrescidas de marinha (áreas alagadas que hoje estão aterradas) poderão permanecer em suas casas e comércios desde que se enquadrem legalmente. “Quem puder pagar vai pagar, sem dúvida nenhuma. O setor carente terá negociação especial”, diz Miranda. Ele explica ainda que parte do dinheiro arrecadado em possíveis negociações futuras será revertido também para a PMB, que é quem controla e administra todo o patrimônio público da União.

Ilhas

Segundo Miranda, a parceria com a prefeitura é fundamental principalmente por causa do cadastro multifinalitário que a Seurb produziu há dois anos e no qual se encontram todas as informações sobre as áreas da União. “Depois da Região Metropolitana de Belém, vamos partir para as ilhas e interior do Estado”, diz Miranda, que se mostra decidido a fazer um levantamento fundiário “completo e definitivo” sobre as terras da União no Pará. Sobre as ilhas, ele informa que no próximo dia 18 haverá em Cotijuba uma reunião com a comunidade local e representantes de diversas ilhas da região. “Além da regularização, iremos impedir a ocupação desordenada e a especulação imobiliária. Devemos eliminar o hábito daqueles que tomam conta de um pedaço de terra da União e saem por aí dizendo que são os donos da área”, explica Neuton Miranda.

O Liberal, 7 de agosto de 2004, Mulher

Orla livre

O site www.orlalivre.com.br apresenta um conteúdo interessante sobre a orla de Belém, mostrando a importância da abertura visual e o resgate da figura do rio na paisagem da cidade. Além disso, traz imagens em 3D de possíveis intervenções, pinturas, figuras, textos, tudo relacionado ao tema. Acima, a imagem feita pelos publicitários (!) Edgar e Gaspar Rocha. É puro regionalismo!

domingo, junho 06, 2004

Diário do Pará, 6 de junho de 2004, Turismo

Movimento Orla Livre

Gente que gosta de Belém, sem ser balela, resolveu criar o Movimento Orla Livre, centrado na abertura de toda a orla litorânea da nossa cidade aos olhos da sua população. A rigor, o Movimento Orla Livre quer ver, por assim dizer, habitantes e turistas debruçados sobre uma enorme janela, com a maravilhosa vista de rio, baia, ilhas etc. Sem dúvida, o Movimento, que é não uma ONG, como faz questão de enfatizar o coordenador Luis Lacerda, merece integral apoio para a realização de um velho sonho daqueles que amam Belém.

O Movimento é integrado por arquitetos, ambientalistas, geólogos, cientistas da computação, entre outros de atividades diversas, que têm plena convicção de que Belém será muito mais agradável aos olhos dos turistas com "calçadas civilizadas, conservação do patrimônio histórico e ambiental, fiação elétrica com alguma estética" e por ai vão as observações do grupo, cujo site é www.orlalivre.com.br.

Remada da Orla

Os festejados e competentes fotógrafos Miguel Chikaoka e Dirceu Maués planejam expor as fotos que realizaram durante a "Remada da Orla", uma programação organizada pelo Movimento Orla Livre, sob a coordenação de Luis Lacerda, quando pessoas em canoas regionais, caiaques, guarnições de remos e veleiros se deslocaram da UFPa até o Ver-o-Rio.

Os registros fotográficos ajudarão na campanha pelo surgimento de uma enorme janela para Belém.

segunda-feira, maio 17, 2004

Amazônia Jornal, 17 de maio de 2004, I Remada da Orla

Remada valoriza espaços que mostram orla do Pará

Belém e vários municípios do Estado têm o privilégio da beleza dos rios e da diversa flora amazônica. O Movimento Orla Livre defende a preservação de espaços que permitam que a população possa visualizar essa riqueza natural de seus entornos. Com este objetivo, foi promovido, ontem de manhã, a “I Remada da Orla”. Do passeio participaram canoas regionais, caiaques e guarnições de remo. A concentração aconteceu no porto da UFPA, na beira do rio Guamá, de onde o grupo seguiu até a praça do Ver-O-Rio, na baía do Guajará.

Alguns fotógrafos paraenses, como Dirceu Maués e Miguel Chikaoka, acompanharam o trajeto de um barco de apoio, de onde registraram a paisagem do percurso.