sexta-feira, junho 25, 2004

Site reestruturado

Olá caranguejos,

Nosso web site apresenta um novo layout. Procuramos simplificar a navegação, tornar mais leve o visual e reorganizar algumas coisas. Dentro de nossa estratégia o ciberespaço deve servir de apoio para ações, interação e informações.
Espero que gostem, divulguem e mandem sugestões.

segunda-feira, junho 14, 2004

Marina

Que tal sonhar?

A foto é de uma marina na Nova Zelândia. Notem que o acesso público está preservado. Eu sonho com uma desta ali na Tamandaré perto do rio depois de tratados os fétidos esgotos é claro!




Orla na Imprensa

O interesse pela orla da cidade há alguns meses tem lugar na mídia. Aqui vai um resumo:

Em primeiro lugar está a questão do porto de Belém. A CDP ousa sugerir que se feche a Av. Marechal Hermes para estacionamento de caminhões. Ocorre que a exemplo de tantas cidades que possuem instalações portuárias no centro surgem conflitos espaciais. Em seguida tomamos conhecimento da situação do tradicional e feioso Iate Club que foi comprado pelo empresário Denardim para construção de um condomínio. Nada contra, contanto que mantenha boas condições sanitárias e ambientais, não tape a visão e a ventilação do rio e que se garanta que as margens(no minimo 33 metros) permaneçam um bem público e urbanizado pelos órgão competentes. Lembro ainda de um projeto do arquiteto Aurélio Meira para um condomínio na Estrada Nova, próximo ao Mangal. Este último é ainda motivo de mais uma arenga política entre a Prefeitura e o Governo do Estado. Por fim a questão dos terrenos de marinha cuja cobrança da taxa de ocupação foi iniciada pelo SPU (secretaria do patrimônio da união) e que tanto tem afetado pessoas humildes (tratarei deste assunto em outro texto).

Enfim amigos caranguejos, estão abrindo os olhos para a orla. O foco da luta é que tenha caráter publico e não privativa de alguns. A legislãção brasileira tem origem na portuguesa que dizia: assegurar às populações e à defesa nacional o livre acesso ao mar e às áreas litorâneas." A cidade de Lisboa também virou às costas para o rio Tejo, mas vejam que beleza quando perceberam o erro: http://www.parquedasnacoes.pt/pt/projectourbano/default.asp

Vumbora!

domingo, junho 06, 2004

Diário do Pará, 6 de junho de 2004, Turismo

Movimento Orla Livre

Gente que gosta de Belém, sem ser balela, resolveu criar o Movimento Orla Livre, centrado na abertura de toda a orla litorânea da nossa cidade aos olhos da sua população. A rigor, o Movimento Orla Livre quer ver, por assim dizer, habitantes e turistas debruçados sobre uma enorme janela, com a maravilhosa vista de rio, baia, ilhas etc. Sem dúvida, o Movimento, que é não uma ONG, como faz questão de enfatizar o coordenador Luis Lacerda, merece integral apoio para a realização de um velho sonho daqueles que amam Belém.

O Movimento é integrado por arquitetos, ambientalistas, geólogos, cientistas da computação, entre outros de atividades diversas, que têm plena convicção de que Belém será muito mais agradável aos olhos dos turistas com "calçadas civilizadas, conservação do patrimônio histórico e ambiental, fiação elétrica com alguma estética" e por ai vão as observações do grupo, cujo site é www.orlalivre.com.br.

Remada da Orla

Os festejados e competentes fotógrafos Miguel Chikaoka e Dirceu Maués planejam expor as fotos que realizaram durante a "Remada da Orla", uma programação organizada pelo Movimento Orla Livre, sob a coordenação de Luis Lacerda, quando pessoas em canoas regionais, caiaques, guarnições de remos e veleiros se deslocaram da UFPa até o Ver-o-Rio.

Os registros fotográficos ajudarão na campanha pelo surgimento de uma enorme janela para Belém.

terça-feira, junho 01, 2004

FITA - Turismo e Orla

Olá caranguejos,

A Paratur (governo do estado) promove entre 3 e 6 de junho a II FITA - Feira Internacional do Turismo na Amazônia no CENTUR. Tenho acompanhado o trabalho deste órgão e merece alguns elogios. Após o segmento ser definido como um dos pilares na economia do Pará, um estudo completo foi contratado a uma consultoria espanhola e tem servido de guia. Mais recente, no governo Lula, empunha a bandeira da municipalização: valorizar Alter-do-chão, criar o segmento de turismo rural no Marajó, etc. Mas basta olhar Belém pra ver o muito que ainda precisamos trabalhar para tornar a cidade e o Estado um destino preferêncial. Primeiro, e antes de tudo, a cidade tem que ser boa pra se viver. Tem-se que estar cuidada para e por sua gente. Aí entra educação, emprego para todos, segurança, calçadas decentes (já "escalaram" a 9 de janeiro entre Magalhães Barata e Gov. José Malcher?), conservação e recuperação do patrimônio histórico, arborização, limpeza das ruas (é muito ruim ouvir alguem de fora dizer que a cidade é bonita, mas suja), programação visual, limpeza de fachadas e sinalização turistica, saneamento básico (temos esgotos a céu aberto) e tudo isto e mais não apenas onde passa a procissão, e sim em toda a extensão da cidade. E é claro nestes tempos de crise não se pode desperdiçar recursos e aí falamos da nossa orla. Quanto discurso e descaso!

Em Belém os aparelhos como a Estação das Docas, o núcleo Feliz Luzitânia e o a ser inaugurado Mangal das Garças do governo estadual contribuem para a retomada da Orla (acrescentemos ainda o projeto Ver-o-Rio da prefeitura e a orla de Icoaracy)como bens públicos. Apesar das críticas mordazes entre as facções políticas quando tratam desta questão, e nós não entraremos no mérito neste momento, o saldo me parece positivo. Mas, ainda é pouco para cerca de 30 km de orla. Ademais, corre-se outro risco pois qualquer urbanização pontual é um polo magnético para ocupações descontroladas ou de espertos (vide o igarapé do Jacaré). Necessita-se urgente de um plano completo que garanta a integridade de toda a orla, legislação que dê as diretrizes e que se faça cumprir a lei.

Mas amigos crustáceos, é hora de lançar sementes e os caranguejos estão convidados a panfletar na FITA.